Pro tempo passar

sábado, julho 22, 2006

O país das
desigualdades

Um país que possui recursos capazes de gerar um desenvolvimento comparado às grandes potências mundiais, mas insiste em não se desenvolver.
Um país democrático, mas que ainda trata suas raças e credos de forma diferenciada, que nega às suas mulheres condições de igualdade nas empresas, um lugar onde menos de 10% da população concentra mais de 50% do seu PIB total e cuja distribuição de renda está, há anos estacionada entre as 5 piores do mundo?
Que país é este que decide em falar em crescimento quando 15% da população total atinge condições miseráveis e os governantes fazem ainda muito pouco para combater esta pobreza. Talvez porque para eles seja mais cômodo comandar um país de pobres e ignorantes, que logo esquecem quanto os políticos lucraram em negociações escusas e fraudulentas. Para os governos é mais fácil assim, pois eles nunca serão questionados.
Onde se vive o século XXI com mentalidade de séc XVII, no máximo XVIII, onde a população rica e instruída escraviza aqueles que não mal tiveram o direito à vida, quem dirá à educação. Seu regime é o capitalista, e isso só proporciona o enriquecimento exagerado de uns e o empobrecimento de outros. Sem contar o fato de que países menores, com menos recursos naturais, com uma população economicamente ativa menor e, também, capitalistas possuem níveis de desigualdade social, analfabetismo, etc., muito inferiores.
Por mais que pessoas bem intencionadas tentem e prometam melhorias, pouco pode ser feito sem que haja a conscientização de sua população por meio da educação. É preciso muito mais que promessas para mudar este país, é preciso união e boa vontade, além de investimentos, é claro. E é aí que mora o perigo, para haver investimentos é preciso que as empresas e as minorias detentoras da riqueza deste país tenham interesse em mudar este quadro. Agora, se esta minoria, for a mesma que quer toda população submissa, como fica? Aí, a saída é entregar nas mãos de Deus e esperar que tenha mais um lugar na arca, ou então, começar a correr atrás e fazer por onde tudo isso mudar.

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