Pro tempo passar

terça-feira, agosto 15, 2006

A marca de cada um


“Ele é o único dos seis”. Foi o que minha mãe disse quando o médico perguntou espantado se eu era filho único, por ela e meu pai terem entrado comigo no consultório quando eu tive a pior gripe da minha vida. E isso me encantou. Como é engraçado o coração de mãe! A gente dá trabalho, pisa na bola, faz coisa errada e ela é capaz de amar a todos como se fossemos únicos. Eu, que já me esforçava pra dar o mínimo de trabalho pra eles, depois desse dia, quis ser o melhor filho do mundo. Dedicado, esforçado, trabalhador, estudioso, compreensivo, tudo pra fazer por merecer o que eu recebia.
Desde o ocorrido tenho pensado nisso. Eu posso ser único e fazer alguma diferença. Eu posso ser diferente sem deixar de ser eu. E, o que é melhor, eu posso ser muito bem aceito onde quer que eu vá. Seja em casa, no trabalho, em um grupo de amigos, na faculdade, sempre dá pra deixar minha marca. E não digo me destacar, mas ser importante. Posso me empenhar, respeitar, aceitar, ajudar, encantar e oferecer o meu melhor. Não seria louco de dar tudo de mim, senão seria previsível e perderia o encanto, mas dou sempre tudo que posso.
O que eu busco sempre é fazer por merecer. Fazer por merecer as pessoas, as oportunidades, a confiança, o ensinamento, a vida. Por isso me empenho, e muito, para que minha marca seja sempre positiva.